Cidadania Iguapense


DA ARTE DE PUXAR (E TORRAR) O SACO

Escrevo, constante e infelizmente, sobre irregularidades e ilegalidades que são praticadas pelas administrações municipais de Iguape, sucessivamente. Costumo dizer que não experimento mínima dose de prazer quando aponto maracutaias ou manifesto minha posição, pois, na verdade, o faço no fundo entristecido, embora com a satisfação do dever cumprido, porque sei que quanto maior o tempo em que Iguape se sujeitar aos ineptos e estiver entregue aos incompetentes, menor (para não dizer nenhuma) será a chance de que venha ocorrer seu efetivo desenvolvimento.

Minha atuação crítica, na verdade vigilante (e a crítica decorre da vigilância), vem de longa data, desde, creio, meados da década de 80, pontuando um longo e desesperador período de inércia de nosso município, por conta de administrações nefastas. Assim que apenas cumpro minha obrigação como cidadão, habitante, pagador de impostos e integrante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), vale dizer, defensor do Estado democrático de direito, da cidadania e da moralidade público (artigo 2º, do Código de Ética da OAB).

O que vejo, constato e aponto em relação ao nosso município, para além das dificuldades existentes e inegáveis, é uma permanente e ininterrupta malversação dos recursos públicos, fonte de enriquecimento ilícito para uns poucos, pouquíssimos, e de empobrecimento para outros, muitos, a maioria.

Neste sentido que a repetição fastidiosa, a cada “nova” administração, de comentários contra minhas opiniões e críticas, realizados por pessoas afetadas, nervosinhas e raivosas, umbilicalmente ligadas, politicamente teleguidas e empregaticiamente dependentes do mandatário de turno, não me sensibilizam. No máximo produzem bocejos de tédio. Também porque o tempo de janela e de militância contra os desmandos, já me deixou suficientemente calejado contra esse tipo de gente, mais realista do que o rei.

Sem contar que não não me canso de ver essas mesmas pessoas, em sua maioria, quando defenestradas por excesso de puxa-saquismo (sim, há um limite na vida até para isso) e crença no inacreditável (como defender alguém que não se defende?), voltarem-se com ódio mortal contra o mandatário de turno de quem até outro dia babavam as partes pudendas e, supremo descaramento, quererem ainda vir cobrar de mim mais contundência diante do que a imensa covardia e a enorme sabujice delas até outro dia mascarava ou escondia. Acho que falando assim tio Rei não vai precisar desenhar, né, ou vai?

No mundo científico, esse tipo de comportamento abjeto já foi objeto de bastante preocupação, fiquei sabendo. Segundo pesquisas que os estudiosos da evolução humana denominaram de “desvio psíquico momentâneo de comportamento”, enraizado em humanos normalmente encontrados nas repartições públicas, das melhores e/ou piores famílias (no conceito social), este desvio é próprio daqueles que, popularmente são conhecidos (e no mais das vezes justamente execrados) como puxa sacos mesmo.

O puxa-saco somente se irrita quando alguém se volta contra seu padrinho político, sendo que o apego ao poder de muitos puxa-sacos, por incrível que pareça, é muitas vezes maior até do que a sede pelo dinheiro. É que no poder ele simplesmente se acha, esquecido de tudo quanto antes pregava, para melhor babar, digo, agradar seu dono político. Deste fato que eventuais conceitos por ele esposados outrora, em prol da seriedade, da honestidade, do bem-estar geral etc, agora, postulados por outros, são vistos por eles como atos de inveja, perseguição política etc.

O que o puxa-saco ignora é que o mandatário bajulado, mesmo instintivamente, está em geral esperto e no fundo despreza esse tipo de gente, dado que, normalmente, o desdobramento natural do puxa-saquismo é querer partilhar a intimidade e sobretudo o filé, desprezando o osso. Bem, aí chega a hora do puxa-saco pastar e a sociedade passa a conhecer um revoltado de ocasião, quer dizer, até a próxima ocasião em que ele possa colocar seu puxa-saquismo a serviço de um novo amo.



Escrito por Reinival Paiva às 10h44
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ONDE FOI QUE EU VI ESSE FILME?

A organização não governamental AMARRIBO - Amigos Associados de Ribeirão Bonito, cidade paulista também famosa por sua Festa de Agosto, em homenagem ao Bom Jesus da Cana Verde, padroeiro local, de há muito luta contra a corrupção naquele município. Seus feitos são conhecidos e reconhecidos, nacional e internacionalmente e, por isso mesmo, os caminhos que apresenta para a população em geral detectar indícios de corrupção são bem aceitos.

Segundo cartilha da AMARRIBO, entre as inúmeras características do político corrupto está que ele se opõe de modo veemente a qualquer forma de transparência.

A administração municipal, por seu comandante maior, move mundos e fundos para evitar que a Câmara Municipal fiscalize seus gastos, pelo comprometimento de vereadores com esquemas fraudulentos. E nega, peremptoriamente, que cidadãos e organizações tenham acesso a dados contábeis e a outras informações da administração, que deveriam ser públicas, numa afronta à Lei de Informação, à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Improbidade Administrativa.

Outra prática corriqueira daqueles que caminham pelas águas turvas da ilegalidade é a chamada licitação dirigida, mecanismo comum para devolver “favores” acertados durante a campanha eleitoral, “bem como canalizar recursos públicos para os bolsos dos cúmplices”. A modalidade de licitação carta-convite é uma das ferramentas utilizadas pelo administrador mal-intencionado para favorecer os “amigos”, impedindo a livre concorrência (via de regra, duas empresas são convidadas apenas para fazer figuração e cumprir a formalidade legal).

O nascimento de empresas de amigos ou cúmplices, como alerta a cartilha da AMARRIBO, no período pós-eleitoral e pré-posse no cargo, criadas apenas para contratar com o poder municipal, é outro dado relevante para se identificar atos de corrupção.

Outro mecanismo às vezes empregado é o de realizar compras junto a empresas de outras localidades, tornando mais difícil aos membros da comunidade avaliar a reputação e idoneidade do fornecedor.

Ainda como “modus operandi” do administrador corrupto, a cartilha elaborada pela AMARRIBO pede atenção às festas públicas promovidas pelas prefeituras, pois, algumas empresas de eventos, pela própria natureza dos serviços que prestam, são potenciais fornecedores de “notas frias”, até porque difícil aferir a veracidade dos cachês dos artistas e a comissão dos agentes.

O comprometimento de vereadores com o esquema de corrupção, segundo a mesma fonte, é a forma de prefeitos corruptos obterem apoio aos seus esquemas, de modo explícito ou sutilmente. Esse envolvimento pode ocorrer de forma direta ou indireta, por meio de compras em estabelecimentos comerciais do vereador, por exemplo, fazendo com que este faça vistas grossas aos atos do executivo. Ajuda de custo, nomeação de parentes de vereadores, de igual sorte, fazem parte do “pacote corrupção” que atrela prefeito e vereadores.

O panorama, assim posto, não pode causar admiração quando vereadores sejam contrários a qualquer tipo de investigação que se proponha contra o prefeito, até porque o apoio desses vereadores a qualquer processo para apurar irregularidades na prefeitura (como criação de CPIS, processos de cassação etc), traria como consequência a revelação de seu envolvimento.

Vereadores corretos, que exercem seus mandatos com dignidade e responsabilidade, diante de um cenário pleno de corrupção, em geral são marginalizados ou perseguidos pelo esquema de um prefeito corrupto. Assim, os vereadores que se baseiam na ética encontram obstáculos ao seu desempenho, pois normalmente não são atendidos pelas autoridades municipais em seus pedidos de informações e requerimentos, principalmente os relacionados a despesas públicas.

Os exemplos constam na cartilha da AMARRIBO de modo genérico, embora, por óbvio, muitos possam vestir a carapuça, mas o intuito aqui é o de demonstrar que a situação é tão antiga e conhecida quanto deveras preocupante. Por outro lado, tem como ser enfrentada e vencida.

Em Iguape, considerando as denúncias que vêm sendo apresentadas de forma consistente, sobretudo pelo vereador Wilson Lima em sua página na web, somos obrigados a concluir que a situação guarda grandes semelhanças e bastante proximidade com o enfrentado e descrito pela AMARRIBO. Parte considerável dos vereadores se mostra alinhada com o prefeito, que não elegeu ninguém e já conta no entanto com maioria folgada na Câmara Municipal (e é visível o comprometimento e a conivência da vice-prefeita nesse processo, pois vereador sabida e umbilicalmente a ela ligado, também impede que as coisas sejam apuradas regularmente). Aliás, nesse passo, espero (mas não muito) que o deputado Samuel Moreira, ora em visita à região (as eleições se aproximam, rsrsrs), leve a Comissão Municipal a inaugurar processo interno de limpeza do ninho tucano. Quem sabe, assim, consigamos começar a depurar a Câmara Municipal de Iguape.

Ribeirão Bonito, terra do Bom Jesus da Cana Verde, mostra o caminho.



Escrito por Reinival Paiva às 08h27
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ACORDADOS E ATENTOS

As recentes manifestações encetadas pela população brasileira, cobrando do em geral corrupto corpo político nacional providências que há muito deveriam estar presentes no nosso sistema legislativo, parece ter produzido algum efeito.

Políticos deitados em berço esplêndido, acomodados e conformados com a situação privilegiada em que se encontram, e em tudo contrastante com a situação da esmagadora maioria do País, começam a sair na marra da cegueira e surdez interessada que mascara a realidade, enquanto se veem obrigados a encarar os fatos da vida como ela é e ouvir a voz rouca da população, pois, desta feita, o coro ecoou forte nas ruas do País. Neste sentido que se apressam em apresentar respostas a algumas das reivindicações populares.

Entre as mudanças prometidas, de forma a aplacar a ira da população contra desmandos e abusos sem fim, está aquela que passa a considerar a corrupção crime hediondo. Alvíssaras! As coisas começam a tomar rumo certo. Quer dizer, mais ou menos, pois a malandragem histórica não desapega assim tão fácil das velhas raposas políticas deste País.

Os líderes da Câmara dos Deputados divergem da capciosa inclusão havida no Senado, que, no mesmo projeto de lei que considera a corrupção crime hediondo, também classifica homicídio simples como crime hediondo.

Artimanhas deste jaez, de tudo relativizar, equiparar e confundir, normalmente são utilizadas para que projetos de lei simplesmente caiam no esquecimento e acabem sepultados nos escaninhos (e haja escaninhos) do legislativo nacional.

Precisamos estar acordados e atentos para manter viva a cobrança.



Escrito por Reinival Paiva às 12h06
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CÂMARA: APÊNDICE DO EXECUTIVO

Para rememorar, transcrevo texto posto em O MAINGA, edição Abril/2010.

"DE BUTUCA NA CÂMARA.

 

No município de Sandovalina, interior do Estado de São Paulo, os Vereadores Alan Ferreira dos Santos e Edson de Souza Pereira exigiram dinheiro do Prefeito para aprovação de projetos de interesse do Executivo. No entanto, não contavam com a astúcia do Prefeito que gravou uma das conversas com eles mantida e enviou o vídeo às autoridades competentes. Resultado: condenação criminal dos dois vereadores por crime de extorsão (Alan Ferreira dos Santos - 3 anos de reclusão –, e o Vereador Edson de Souza Pereira – 4 anos e 6 meses de reclusão).

Aqui em Iguape, contrariamente ao que aconteceu em Sandovalina, a Vereadora Lucibete agiu do mesmo modo, só não exigindo dinheiro, mas, cargo na administração para pessoa de seu relacionamento. Como não exigiu dinheiro, sua conduta afastou-se do núcleo do tipo penal (extorsão). No entanto, não pode deixar de ser considerada ilegal, por afrontosa ao decoro, à probidade e à moral pública. Mas, quem se importa???

Na última sessão da Câmara Municipal, confirmou-se o episódio. A Vereadora Lucibete, confirmando sua nova debandada, votou com a situação, sem qualquer manifestação dos Vereadores.

Parece que firmaram um pacto de um não denunciar o outro.

O Vereador Elias diz, em conversas com amigos, que tem provas de que alguns Vereadores viajaram em dia de sessão para participar de uma festividade, mas, apresentaram atestado médico para justificar a ausência. Nada fez, apenas diz: “se quiser ferrar, ferro”.

Tudo isto porque, sabe-se e foi confirmado em manifestação feita na Câmara Municipal, na última sessão, o Vereador Elias age como se fosse, de fato, o próprio Diretor do Departamento de Obras, por si ou por seu irmão, dando ordens e atribuições a funcionários da administração que trabalham na tentativa de manter as estradas municipais transitáveis. Dizem, ainda, é o responsável pela indicação da empresa KOMEC, no conserto de veículos do Município, exatamente aquela que já abiscoitou quantia superior a R$ 1,2 milhão no ano passado e, agora, acabar de vencer concorrência para fornecer serviços e peças por igual valor no presente ano (como se a administração pudesse, de antemão saber que peças e veículos vão quebrar).

Aliás, o Diretor de Obras sequer aparece nas frentes de trabalho para orientar os trabalhadores, como nos informou um deles. Ora, ainda que gratuitamente, o Vereador não pode exercer esta atividade, de modo que algo precisa ser feito, investigado.

O Vereador Forabeti, porque representantes de O MAINGA estavam na platéia, utilizou a tribuna para fazer verdadeira apologia ao seu trabalho na área do esporte, destacando suas conquistas como atleta, seu alto salário como árbitro de futebol e confessando sua forte ligação com a Associação Vale Sports. Pena ter confundido a Tribuna do Povo com palanque eleitoral, algo incompatível com quem diz se preocupar com as coisas públicas. Demais disso, o espaço de O MAINGA sempre foi disponibilizado ao Vereador para suas manifestações (aliás, ele próprio ficou de conversar, pessoalmente, a respeito, mas não compareceu e nem marcou hora). De qualquer modo, nada falou sobre a utilização dos brinquedos da Associação em proveito próprio como forma de captação de votos, o que, de igual modo, é abominável.

Em seguida ocupou a tribuna o Vereador Marcelino, para pedir empenho dos colegas na ajuda à Casa da Criança que não recebeu repasse de dinheiro da Prefeitura e está em dificuldades. Conclui-se que falta dinheiro porque a Casa da Criança não está sob direção dos Vereadores alinhados com a Prefeita ou a mando deles. Dinheiro para o esporte não falta.

O Vereador João Carlos, falando em nome da liderança política da Prefeita, utilizou o espaço para defender das críticas postas em O MAINGA. O fez de modo ofensivo, mas inconsistente. Afinal, as críticas estão postas de forma clara, aberta e num espaço, repita-se público e onde ele – e tantos outros – podem se explicar. Ocupar a Tribuna do Povo para ofender pessoas presentes e que sequer podem utilizar o mesmo espaço para responder, é atitude antidemocrática. Aliás, sentimos no discurso do Vereador uma pitada de lamentação porque temos a liberdade de imprensa.

Enfim, agora temos três Vereadores direcionando trabalho de setores essenciais da Prefeitura: Obras, Esportes e Assistência Social. Com isto formou-se, novamente, a maioria em favor da Prefeita. Mas, estas atividades precisam ser investigadas a fundo.

Apenas um lembrete: nunca fomos condenados por peculato, nunca utilizamos bens de associações sem fins lucrativos para interesses pessoas e nunca exigimos qualquer vantagem para vender nossa consciência.

É isso."

Velhas figuras e procedimentos idênticos. Acorda Iguape.

 



Escrito por Reinival Paiva às 18h44
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NOVOS TEMPOS

O sempre tido e havido como a melhor forma de administração do poder, ou seja, a independência harmônica entre eles, herança recebida de Montesquieu, não reflete o que ocorre no Brasil de hoje, notadamente diante do agigantamento do Poder Executivo em todos os níveis.

E o que dizer de municípios como Iguape, em que a relação entre o Executivo e o Legislativo é, para dizer o mínimo, tão entranhada que se mostra promíscua, transformada num permanente balcão de negócios armado entre os edis e o alcaide? Some-se a isso a pouca ou quase nula familiaridade dos vereadores com as técnicas e práticas legislativas, e está praticamente descartado que possam atuar em prol da população.

Os problemas já se colocam na eleição para a mesa da Câmara, quando, via de regra, procura-se privilegiar (e privilegia-se, dada a capacidade de distribuição de prebendas) os interesses do Executivo; segue com a mudança de lado, comportamento e bandeiras em relação ao partido pelo qual o vereador foi eleito, configurando infidelidade flagrante; e prossegue daí em diante, velas ao vento, com a mera realização de negócios em nome próprio ou de terceiros (verdadeiros laranjas) que acabam sendo alojados na máquina pública municipal, via cargos de confiança (confiança deles, desconfiança da população).

Estabelecido o pacto de conveniência, os vereadores passam a privilegiar interesses próprios sobretudo e sequer se preocupam (nem mesmo de forma dissimulada) em fiscalizar o Executivo, função básica do vereador. Os interesses da coletividade, bem, os interesses da coletividade são relegados a terceiro ou quarto plano, quando isso.

Criada essa redoma intransponível em volta do Executivo, fica-se à vontade (inteiramente à vontade) para fazer e desfazer do dinheiro público. A população sequer consegue ter acesso claro e direto aos atos e fatos do governo, de modo que o que deveria ser transparente acaba se tornando cinza e opaco, impedindo qualquer visualização mínima do que acontece (e muito acontece).

O prefeito, nesta eterna barganha com os vereadores, um encobrindo o outro, por óbvio não briga (cadê forças para isso?) pelo interesse geral e nem consegue asas para voos mais altos. Raras vezes se vê uma queda de braço entre os poderes, mas, apenas ajustes, ora aqui ora ali, e tudo volta à normalidade, melhor dizendo, à paz dos cemitérios. É a velha prática do FPMPP, ou seja, “Farinha Pouca Meu Pirão Primeiro”, o outro lado do tristemente famoso “toma lá, dá cá”, expressão cunhada no mundo político a partir da hedionda troca de favores entre políticos desengajados das causas populares, corruptos mesmo.

Hoje, em Iguape, as coisas parecem querer tomar um rumo diferente e vejo dois motivos até aqui bastante positivos neste sentido.

Em primeiro lugar, a postura decisiva da população, que cobra legalidade e transparência nos atos da administração pública e dos demais poderes constituídos. E fiscaliza e mete a boca nas redes sociais e vai às ruas em nome da luta sem tréguas contra a corrupção. Melhor que isso só mais disso.

 

Depois, a postura pública assumida pelo vereador Wilson Lima, que, de fato e de direito, está demonstrando na prática, finalmente, para que serve um vereador (e não se serve um vereador) e como deve agir e se comportar (mesmo em minoria e por vezes isoladamente) numa Câmara Legislativa. Sua independência, constantes cobranças e manifestações, a par do conhecimento e poder de argumentação inegáveis, estão fazendo a diferença num ambiente tradicionalmente desalentador. E decerto nada disso parece estar passando despercebidos à população de um modo geral, pelo tanto que se comenta e elogia.

 

Já é um começo. Esperemos, enfim, que a luz no final do túnel comece a efetivamente brilhar.



Escrito por Reinival Paiva às 09h40
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CHIQUEIRO E LIMPEZA

Luiz Felipe Pondé, filósofo e autor do “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” (Editora Leya), em suas provocações de cronista semanal da Falha de S. Paulo não agrada muito aos integrantes de bandos e agremiações políticas, sejam de esquerda, de direita ou de centro. Diz o filósofo que essa gente não consegue entender a maldição que é ser indivíduo e a dor que é ser livre sem pertença a bandos.

E fulmina: “o idiota raivoso fala sempre com força de bando e, na democracia de massa em que vivemos, ele sim tem o poder absoluto de destruir todos os que não se submetem a sua regra de estupidez bem adaptada”.

Em Iguape, desde os tempos de O MAINGA, vago à cata de motivos, na verdade de motivo, no singular, ou seja, de qualquer motivo, um motivo que seja, para destacar ato benéfico e de descortino político, em sucessivos arranjos políticos e administrações de ocasião resultantes, sem encontrá-lo minimamente. Já cheguei até a provocar leitores e desafiei militantes mais remunerados, digo, mais exaltados, para que apontem, nas últimas eleições, motivo para tanta paixão cega; e, depois, nas sucessivas administrações, um ato além da rotina e do mero paliativo, de forma que se possa, em sã consciência, elogiar, promover e destacar em letras garrafais. Qual o quê!

Ao lado da mediocridade triunfante e repetição bolorenta, reina ora a cumplicidade e o silêncio ensurdecedor dos cúmplices, ora o espetáculo deprimente das marias madalenas arrependidas, a destilarem fel por todos os posts.

Na noite escura de Iguape em que todos os gatos são pardos e nenhum pega rato, adeptos cegos de primeira hora e críticos rancorosos de última hora mal disfarçam a defesa renhida do interesse particular acima de tudo.

Quem vive do chiqueiro, do chiqueiro não reclama. E quem ficou de fora do chiqueiro, não dá para querer falar de limpeza.

De resto, fica renovado o convite aos otimistas de sempre: quem encontrar o que elogiar, que aponte, e eu com gosto e satisfação publicarei. Está aí uma coisa que jamais me deixará triste em ser contrariado.



Escrito por Reinival Paiva às 08h21
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MAIS LOBÃO E MENOS CHICO BUARQUE

por Rodrigo Constantino - O Globo - 14/05/2013
A bundamolice comportamental, a flacidez filosófica e a mediocridade nacionalista se espraiam hegemônicas. Todo mundo aqui almeja ser funcionário público, militante de partido, intelectual subvencionado pelo governo ou celebridade de televisão, amigo. É o músico Lobão com livro novo na área. Trata-se de Manifesto do Nada na Terra do Nunca, e sua metralhadora giratória não poupa quase ninguém.

Polêmico, sim. Irreverente, sem dúvida. Mas necessário. As críticas de Lobão merecem ser debatidas com atenção e, de preferência, isenção. O próprio cantor sabia que a patrulha de esquerda viria com tudo. Não deu outra: fizeram o que sabem fazer, que é desqualificar o mensageiro com ataques pessoais chulos, com rótulos como reacionário ou roqueiro decadente. Fogem do debate.

Lobão tem coragem de remar contra a maré vermelha, ao contrário da esquerda caviar, a turma radical chic descrita por Tom Wolfe, que vive em coberturas caríssimas, enxerga-se como moralmente superior, e defende o que há de pior na humanidade. No tempo de Wolfe eram os criminosos racistas dos Panteras Negras os alvos de elogios; hoje são os invasores do MST, os corruptos do PT ou ditadores sanguinários comunistas.

O roqueiro rejeita essa típica visão brasileira de vitimização das minorias, de culpar o sistema por crimes individuais, de olhar para o governo como um messias salvador para todos os males. A ideia romântica do Bom Selvagem de Rousseau, tão encantadora para uma elite culpada, é totalmente rechaçada por Lobão.

Compare isso às letras de Chico Buarque, ícone dessa esquerda festiva, sempre enaltecendo os humildes: o pivete, a prostituta, os sem-terra. A retórica sensacionalista, a preocupação com a imagem perante o grande público, a sensação de pertencer ao seleto grupo da Beautiful People são mais importantes, para essas pessoas, do que os resultados concretos de suas ideias.

Vide Cuba. Como alguém ainda pode elogiar a mais longa e assassina ditadura do continente, que espalhou apenas miséria, sangue e escravidão pela ilha caribenha? Lobão, sem medo de ofender os intelectuais influentes, coloca os pingos nos is e chama Che Guevara pelos nomes adequados: facínora, racista, homofóbico e psicopata. Quem pode negar? Ninguém. Por isso preferem desqualificar quem diz a verdade.

Lobão, que já foi cabo eleitoral do PT, não esconde seu passado negro, não opta pelo silêncio constrangedor após o mensalão e tantos outros escândalos. Prefere assumir sua imbecilidade, como ele mesmo diz, e mudar. A fraude que é o PT, outrora visto como bastião da ética por muitos ingênuos, já ficou evidente demais para ser ignorada ou negada. Compare essa postura com a cumplicidade dos intelectuais e artistas, cuja indignação sempre foi bastante seletiva.

Outra área sensível ao autor é a Lei Rouanet, totalmente deturpada. Se a intenção era ajudar gente no começo da carreira, hoje ela se transformou em bolsa artista para músicos já famosos e estabelecidos, muitos engajados na política. Lobão relata que recusou um projeto aprovado para uma turnê sua, pois ele já é conhecido e não precisava da ajuda do governo. Compare isso aos ícones da MPB que recebem polpudas verbas estatais, ou que colocam parentes em ministérios, em uma nefasta simbiose prejudicial à independência artística.

O nacionalismo, o ufanismo boboca, que une gente da direita e da esquerda no Brasil, também é duramente condenado pelo escritor. Quem pode esquecer a patética passeata contra a guitarra elétrica que os dinossauros da MPB realizaram no passado? Complexo de vira-latas, que baba de inveja do império estadunidense. Dessa patologia antiamericana, tão comum na classe artística nacional, Lobão não sofre. O rock, tal como o conhecimento, é universal. Multiculturalismo é coisa de segregacionista arrogante.

No país do carnaval, futebol e novelas, onde reina a paralisia cerebral, a mesmice, o conformismo com a mediocridade, a voz rebelde de Lobão é uma rajada de ar fresco que respiramos na asfixia do politicamente correto, sob a patrulha de esquerdistas que idolatram Chico Buarque e companhia não só pela música.

Em um país de sonâmbulos, anestesiados com uma prosperidade ilusória e insustentável; em um país repleto de gente em busca de esmolas e privilégios estatais; em um país sem oposição, onde até mesmo Guilherme Afif Domingos, que já foi ícone da alternativa liberal, rendeu-se aos encantos do poder; o protesto de Lobão é mais do que bem-vindo: ele é necessário. Precisamos de mais Lobão, e menos Chico Buarque.



Escrito por Reinival Paiva às 10h47
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POUCAS & BOAS

NEPOTISMO É PARA OS FRACOS (1) – O artigo 37 da Constituição Federal obriga as Administrações Direta e Indireta dos três poderes a seguir os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na contratação de funcionários no serviço público. As reclamações que vejo pipocar, aqui e ali, demonstram que estamos muito longe da eficiência, para dizer o menos.

NEPOTISMO É PARA OS FRACOS (2) – Para os desavisados, primo é parente em 4º grau, de modo que o prefeito pode, sim, chamá-los para integrar o seu governo (que passa a ser o governo deles), por nomeação de livre escolha. Mas não precisa exagerar, né, tanto mais quando a eficiência não dá o ar da graça, como até agora. E favorecimento pode não ser ilegal, mas que é imoral, ah, é.

NEPOTISMO É PARA OS FRACOS (3) – Pensando melhor, bom mesmo é não ser nomeado para nada e ter as chaves da prefeitura no bolso. Não ser nomeado para nada e bater ponto, quase todos os dias (ou serão todos os dias?), no Paço ou nas cercanias do pátio, sempre com amigos de outras paragens. E participar de reuniões, aqui e alhures, sem ocupar qualquer cargo na administração, aí, então, é o bicho.

NEPOTISMO É PARA OS FRACOS (4) – Para os desavisados, tio é parente de 3º grau, de modo que prefeito não pode nomear titio. Bem, operar informalmente, quem sabe?

WO (1) – Outro dia antecipei que naquele embalo o site da prefeitura só faltava anunciar a compra pelo prefeito de roupas íntimas (não lingerie masculino, em que pese na moda), só não disponibilizando o que de fato importa em termos de prestação de contas. Naquele momento o site já anunciava de peito estufado e muito orgulhoso de si que Iguape participaria da final do campeonato regional de futebol sub-19, no dia 28 de abril, em Registro. O problema é que, mesmo anunciado no site da prefeitura, a Divisão de Esportes, por seu diretor ou sei lá quem, simplesmente não providenciou transporte para os atletas. Pior, ninguém vem a público esclarecer o ocorrido. Em resumo, agora é tome!, tome!, e fica tudo por isso mesmo.

WO (2) – No site da prefeitura, aliás, já constava a derrota de Iguape por humilhante WO no futebol feminino, que vinha de vitória sobre Cajati. Só não falava da falta de transporte também. Mais um pouco e a ValeSport ainda será lembrada positiva e construtivamente, tanto mais que mantém área grilada e consolidada para treinos e bebemorações. O transporte é de menos.

INELEGÍVEIS (1) – O Tribunal Regional Eleitoral/SP negou provimento ao recurso interposto por Nei Forati e Antonio Carlos Misawa, confirmando a inelegibilidade dos mesmos por 8 (oito) anos, em decorrência de abusos na campanha eleitoral (aliás, antes das eleições confirmei para várias pessoas que a dupla não chegaria ao fim da campanha).

INELEGÍVEIS (2) – A inelegibilidade de Nei e Misawa é só mais um dado a compor a estatística negativa de escolhas do deputado Márcio França. Creio que a baboseira de “jovem liderança política de Iguape”, “a jóia da política socialista no Vale do Ribeira”... simplesmente morreu na casca. Ou como dizem por aqui, acertou na escolha...

INELEGÍVEIS (3) – No site do TRE/SP colhe-se a informação de que o recurso especial interposto contra a decisão o foi intempestivamente. Destarte, salvo algum dado relevante, como a falta de intimação ou algo equivalente, poderá, agora, ensejar modificação da decisão (eu disse agora).

MENOS PIOR (1) – Nas vésperas das eleições, ano passado, fui bastante criticado por dizer que afrontava minha mediana inteligência votar no menos pior, como muitos estavam a fazer. Nunca escondi minha posição de ninguém, até porque não dependo de cargo público e nem estou agora choramingando pelos quatro cantos porque fui escanteado, como alguns estão fazendo (duvido que uns e outros reclamassem caso estivessem trabalhando na prefeitura).

MENOS PIOR (2) – Creio que as coisas não estão bem nem mesmo na Câmara, onde, ao que parece, a voz do vereador Wilson Lima restará em breve isolada e suplantada pelo silêncio ensurdecedor dos demais edis. Mas, creio também, que existe tempo suficiente para o prefeito ver as cacas que estão ocorrendo e ponha a casa em ordem. Por ora, só ouço reclamações em relação a quase tudo: saúde, esporte, educação, empresas de serviços contratadas sem licitação... A impressão é de que a incompetência do mundo reuniu-se ou foi reunida (por quem, hein?) ao lado do prefeito para, de uma vez por todas, afundar Iguape.

MENOS PIOR (3) – “Infelizmente continuamos como tristes espectadores dos malefícios que são causados por nefastos políticos. E, quando a gente pensa que o NÓS vai aumentar, vem alguém, e com um pouco de astúcia, acaba desmanchando laços interessantes que poderiam alicerçar a real e efetiva mudança, inclusive ideológica (que em Iguape não existe). A vaidade e a ganância para estar no poder é o que, por vezes, atrapalha. No mais das vezes é pilantragem pura” (escrito em agosto/2012, no Facebook).



Escrito por Reinival Paiva às 08h48
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FEZ O LEITO E DEITOU NA CÂMARA

Sai governo, entra governo, e em Iguape as coisas teimam em permanecer na mesma. Uma melhoria em determinado setor logo é descompensada com a piora em outro.

Há tempos venho manifestando minha posição, de modo claro e explícito, sobre a política que nos é imposta. Pouco vi no início da nova já velha administração que pudesse, realmente, justificar uma tênue esperança na reversão desse quadro, nem mesmo a longo prazo.

Para completar o cenário desanimador, os senhores vereadores não conseguem enxergar um pouco além do próprio umbigo. Iniciam as atividades legislativas ávidos por apertar o calo do executivo de modo a atender o próprio curral eleitoral, bombardeando a administração com proposições disso e daquilo (no mais das vezes ignoradas), sem qualquer outra preocupação menos rala que dignifique o exercício do cargo.

Meus pronunciamentos, quanto ao modo de se fazer política por aqui e quanto ao modo de governar, atraem ódios e ranger de dentes de um lado e abraços de urso de outro. Assim, quando criticava (e critico até hoje) a nefasta administração de Bete “faz(ia) tudo com amor”, era constantemente parabenizado pelos seus adversários, incluso o atual alcaide, prefeito Tony, que chegou a me informar e municiar com dados acerca de irregularidades então em andamento, que acabaram subsidiando matérias d’O MAINGA. Hoje, porque faço algumas críticas ao modo trágico como se inicia seu governo, sou objeto de xingamentos internos e do famoso “vira cara” de pessoas próximas a ele. De outra ponta, ex-integrantes do governo Bete, bajuladores, comensais e áulicos da administração dela, que antes me criticavam e fingiam ignorar, agora me elogiam pelos comentários que faço e até requerem minha amizade nas redes sociais. E tem ainda os eternos “vira casacas” de plantão, que se há poucos dias curtiam tudo o que eu dizia, ao conseguirem enfim se arrumar junto a atual administração, já não curtem não.

Esse comportamento, por certo, é uma das causas da desgraça iguapense, o interesse pessoal em primeiríssimo lugar e acima de tudo e de todos. Meu pirão primeiro!

No tocante ao legislativo, hoje, apesar (ou por conta) das insistentes cobranças do vereador Wilson, creio que ele terminará isolado na briga. Não acredito nem um pouco nas convicções que movem os demais e estou quase certo de que, logo, logo, se ele se mantiver firme (e assim espero) será o único a querer fiscalizar as coisas do Executivo, que são coisas públicas e não do administrador de turno.

Pelo que se viu na sessão de 1º de Abril (!), cinco vereadores já estão alinhados com o prefeito: Betinho, Marquinhos, Oncinha, Pardalzinho e Betinho “do B”. Ou seja, cem dias depois de tomar posse e sem ter conseguido eleger nenhum vereador, o prefeito já detém maioria. Fez o leito e deitou... na Câmara!

Lembro que o hoje presidente da Câmara, ainda outro dia alardeava no facebook seu compromisso com o bando político que o elegeu e que a bancada parlamentar eleita estava unida. Betinho “do B”, primeiro, e Oncinha, na sequência, provam isso. Eleita (e eleitos) para a mesa da Câmara, em nome da “oposição”, já pastam em paragens outras mais verdejantes, da “situação”.

 

E quando se critica, como faço, esse absurdo comportamento e nefasto contubérnio, os edis ficam indignados e apelam para discursos raivosos em causa própria. Isso porque não estão preocupados com o que comentam deles nas redes sociais e dizem desdenhar da crítica. Sei, sei.

Pois ainda bem que existem hoje as redes sociais, assim continuaremos a cobrar e assim evitaremos que a política seja, como disse Arturo Graf, a arte de trair interesses reais e legítimos e de criar outros imaginários e injustos, ou que ela se torne a condução dos assuntos públicos para proveito dos particulares.



Escrito por Reinival Paiva às 12h37
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POIS O QUÁ!

FUTURO DO PRETÉRITO IMPERFEITO (1) – Anuncia-se, mais uma vez, a rendição de nobres edis aos doces chamegos do Poder Executivo. Na sessão do dia 1º de abril (dia da mentira, apropriadamente, mas onde, paradoxalmente, a verdade começa a surgir), requerimento apresentado pelo vereador Wilson Lima, para buscar informações sobre o destino das verbas pertinentes aos royalties da Petrobrás, foi rejeitado, de cambulhada, junto com toda uma série de outros requerimentos com pedidos de informações, por cinco votos a três. Quem assistiu à sessão pela internet (quer dizer, quem consegue assistir à sessão pela internet), percebeu um tal de senta e levanta entre o patético e o cômico.

FUTURO DO PRETÉRITO IMPERFEITO (3) – Votaram contra o requerimento o líder do Prefeito na Câmara, vereador Betinho (eleito por desgraça, digo, graças aos votos de outros, inclusive do autor do requerimento), Ronaldo Pardal (bem, todo mundo sabe o que o pardal faz em tudo quanto é lugar do Brasil), Beto Xavier (vereador autoproclamado invendível e especialista invendável em leitura atropelada), Marquinhos Franco (francamente!) e Elias Oncinha (que dispensa apresentação).

FUTURO DO PRETÉRITO IMPERFEITO (2) – Para não esquecer: Iguape recebeu em 2012, “administração” Bete ‘faz(ia) tudo com amor’ Negrão, o valor de R$ 9.215.823, 49 (nove milhões, duzentos e quinze mil, oitocentos e vinte e três reais e quarenta e nove centavos). No presente ano da graça de 2013, sob nova administração e velhos vícios, Iguape já recebeu um troco de R$ 1.393.683,62 (hum milhão, trezentos e noventa e três mil, seiscentos e oitenta e três reais e sessenta e dois centavos). Esse ervanário todo foi aplicado exatamente em quê? Pois era o que se procurava saber. Em vão.

FUTURO DO PRETÉRITO IMPERFEITO (4) – Enquanto isso, a auditoria nas contas municipais herdadas, que Tony também prometia como primeiro ato de seu governo, parece mesmo ter ficado definitivamente para trás, sendo coisa só de palanque, retórica eleitoreira da pior espécie. Alguns aliados, apopléticos, não se conformam com a omissão que, na verdade, representa verdadeira anistia concedida à gestão passada.

UM PASSADO QUE TEIMA EM NÃO PASSAR (1) – Certa feita, creio que nas páginas do extinto O Mainga, contei ter sido procurado por um cidadão querendo processar determinado vereador (até hoje por aí) que lhe havia prometido emprego, em troca de voto, caso eleito. Eleito, o vereador não cumpriu a promessa. Bem, a coisa não foi à frente, dado que o cidadão amesquinhou-se, isso quando os elementos até pareciam robustos para uma ação na Justiça.

UM PASSADO QUE TEIMA EM NÃO PASSAR (2) – Agora fui procurado por outro cidadão pedindo para que eu (!) intercedesse junto a certo vereador, em função de proximidade coisa e tal, para que este vereador o indicasse para ser aprovado em concurso público recente, eis que todos os demais vereadores teriam indicado e haveria recusa desse vereador, especificamente. A prática, segundo o cidadão, é antiga e “é assim que as coisas funcionam em Iguape, todo mundo sabe”. Bem, eu não sei, a não ser de ouvir dizer, e onde há fumaça há fogo. Ou não.

UM PASSADO QUE TEIMA EM NÃO PASSAR (3) – Como da outra vez, pedi ao cidadão nomes de pessoas que teriam sido indicadas por outros vereadores, e quais, para posterior aferição e remessa ao Ministério Público. Não creio que volte a me procurar, pelo tempo decorrido desde o pedido formulado, que na prática é uma denúncia, mas, que seria interessante, isso seria. Vamos lá, amigo, estou à disposição, coragem!

PRESENTE DO INDICATIVO (1) – Executivo e Legislativo, de mãos dadas, renegam transparência em seus atos, pois, por mais que se queira, não se encontram informações atualizadas (nem desatualizadas) nos sites oficiais, sobre contratos, licitações, aquisições etc. Demais disso, diante da promiscuidade financeira aparentemente reinante, ou seja, dinheiro do duodécimo bancando Via Sacra e Rodeio, por conta de entendimento entre Executivo e Legislativo, é imprescindível que a natureza desse intercâmbio se faça claro.

PRESENTE DO INDICATIVO (1) – A Câmara Municipal de Iguape deveria imediatamente tomar providências quanto ao site da Prefeitura Municipal de Iguape. Ora, se o site está ativo para anunciar eventos realizados pela Municipalidade (e olhe que para isso eles estão mais do que ativos, creio que se o prefeito comprar uma cueca vermelha nova vai ali ser anunciado), por certo que deveria ter um mínimo de dignidade (para dizer o mínimo) e indicar os recursos recebidos e as despesas havidas.  Mas como cobrar isso, se o site da Câmara Municipal também nada informa?

O FUTURO DE UMA APOSTA – Estou curioso pelos desdobramentos do projeto de construção de unidade de saúde no bairro do Rocio.

LUTO – Tristezas e lamentos pelos falecimentos na mesma semana de José Celso Júnior e Dr. Jorge Haraki. Celso, um jovem brilhante, funcionário do Tribunal de Justiça de São Paulo, lotado no Fórum de Iguape, com o seu infeliz e prematuro passamento consternou a todos, amigos e parentes, que lhe prestaram as devidas homenagens. O Dr. Jorge Haraki, por sua vez, pessoa ilibada e respeitada na comunidade iguapense, reconhecido profissional da área odontológica, recebeu as últimas e justas homenagens de familiares, amigos e, particularmente, da colônia nipônica de Iguape e Vale do Ribeira. Minhas sinceras condolências e meus pêsames aos parentes de ambos.



Escrito por Reinival Paiva às 13h02
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Concordo com o articulista.  Realmente, é impensável a utilização da religião como forma de angariar prestígio político. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, embora respeite opiniões contrárias.

"Analisando a atual conjuntura, penso que nos falta assumir na atualidade a responsabilidade coletiva sobre nossas mazelas sociais. Se elas existem em nosso meio é porque nós as criamos; cabe-nos resolver o problema. E é justamente aí que deveria entrar a política, como ciência destinada à promoção do bem comum, tal como foi formulada pelos antigos gregos, passando pela contribuição oferecida pelos romanos, no campo do Direito, e se aperfeiçoando com a formatação do Estado Moderno.

Sócrates e Platão entendiam que a classe política deveria ser formada pelos filósofos. Só os amigos da sabedoria teriam o discernimento para formular políticas de bem comum, fundadas na virtude e na justiça. Allan Kardec, séculos depois, falaria de uma “aristocracia intelecto-moral”, literalmente o poder dos melhores, à qual as sociedades entregariam seus governos. Estamos muito distantes dela. Descuidamo-nos da educação, base essencial para a formação de uma sociedade que se capacite a criar uma classe política com essas características.

A grande discussão de nosso tempo versa sobre o aspecto econômico. Insiste-se na tese de que criando bens de consumo, estimulando a economia, que é um meio e não um fim em si mesma, resolveremos todos os problemas sociais vigentes. A política, que é essencial, está inteiramente subordinada à economia, que é acessória. Enquanto isso, a ignorância persiste, a violência cresce e a miséria aumenta.

Outra questão que não se pode perder de vista é a real aplicação do princípio do laicismo na política, que se confunde com o chamado liberalismo político, cujos fundamentos devem prevalecer numa sociedade verdadeiramente democrática. O liberalismo político, doutrina que visa estabelecer a liberdade política do individuo em relação ao Estado, estabelece a separação entre a Igreja e o Estado; exige que a atividade estatal se restrinja à proteção da liberdade religiosa, liberdade de imprensa (direito de expressão), assim como assegura o direito de propriedade individual (propriedade privada). Tais são as características de um Estado democrático.

O nosso País, por essa razão, necessita consolidar a Democracia preservando a condição de Estado laico, e, para tanto, precisa evitar todas as formas possíveis de estabelecimento de um governo teocrático, administrado por religiosos, para não retroagirmos à Idade Medieval. Se tal fato acontecer, a democracia será destruída pelo “fundamentalismo em nome de Deus”, fato ocorrido em pleno século XX no Afeganistão, sob a liderança religiosa dos Talibãs.

Não resta dúvida de que a personalidade cidadã é de natureza predominantemente política, integrante de sua constituição humana. Foi Aristóteles, talvez, o primeiro a bem identificar esse traço – o político – tão marcante da natureza humana, quando afirmou: “O homem é um animal político”. Portanto, não pode ele se descartar de sua essência política e social. Porém, o religioso, como cidadão que é, e nessa qualidade, membro nato e obrigatório de uma sociedade e de um Estado, não pode alhear-se dos fatos, dos problemas e dos rumos coletivos do povo.

É lógico que como cidadão, e exclusivamente como tal, o religioso poderá filiar-se a um partido político, apoiar candidatos a cargos eletivos ou candidatar-se a funções políticas. A ilegitimidade perante a religião é a conexão danosa da atuação político-partidária dos religiosos. A fusão das duas personalidades em atos políticos formais é viciosa e altamente prejudicial.

Essa conjunção maliciosa acontece quando o seguidor procura envolver as entidades e as comunidades religiosas na política partidária. Tal interdição incide nos seguintes pontos: declarar-se perante o eleitorado como membro de determinada religião; inculcar-se como candidato de uma comunidade religiosa; e pedir apoio às comunidades religiosas às quais esteja ligado. Esses pontos caracterizam a atuação política indesejável da pessoa, misturando, por exclusivo interesse pessoal, as duas personalidades: a do cidadão político e a do religioso, nos mesmos atos."

GERSON SIMÕES MONTEIRO (in O CONSOLADOR, Revista Semanal de Divulgação Espírita – Crônicas e Artigos – Ano 6 – Nº 283 – 21/12/2012.



Escrito por Reinival Paiva às 16h49
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INCAPACIDADE CRÔNICA

O que me leva ao presente texto é a incapacidade crônica de resolver coisas simples do cotidiano da administração municipal.

Vou citar especificamente um fato para corroborar o que digo. Provoquei o vereador Wilson Lima para cobrar providências no sentido de que seja sinalizada de forma clara e evidente para todos, motoristas e transeuntes, a existência de duas mãos de direção na Avenida Jânio Quadros, na saída da Ponte Iguape-Ilha Comprida, naquela balbúrdia em que se transformou o perigoso cruzamento para quem sai da ponte, para quem sobe o morro e para quem desce o morro.

Diversos pequenos acidentes e pelo menos um mais grave já ocorreram por ali, naquele canto do Canto do Morro, particularmente na temporada de verão e fins de semana. Junta ainda o Posto Hudson próximo e voltamos à origem da criação, com o caos instalado.

A resposta do Senhor Prefeito, com todas as vênias permitidas, é hilária. Simplesmente hilária. Diante de um pedido assim tão elementar e lógico, Sua Excelência informa que a situação “será objeto de avaliação e estudo, através do Departamento competente desta Municipalidade considerando, sobretudo, que a execução dos serviços em referência, requer conhecimento técnico especializado e demanda custo”.

Como?! “Objeto de avaliação e estudo... conhecimento técnico especializado e demanda custo”?!

Parece brincadeira. O que se pode e deve esperar de um Departamento (in)competente, que não consegue enxergar que basta uma placa e/ou demarcação na via que seja, indicando duas mãos de direção, para evitar maiores acidentes e transtornos?! Por outra, que envolve custo, quer dizer, algum custo, custo mínimo, diga-se, isso é o óbvio ululante. Mas aí é que está: estamos falando de quanto exatamente? Decerto não há de chegar a 1% (um por cento), já exagerando e incluindo o superfaturamento, do consumido com a empresa REIVAX!

Sim ou não?

Deixo um recado e faço um convite ao Senhor Prefeito, que é o seguinte: “Excelência, como passo pelo local quase todo santo dia, estou me propondo a comprar e pagar do meu bolso poste, placa indicativa e/ou tinta apropriados (diga aí para o ‘Departamento competente’ da prefeitura escolher), e doá-los graciosamente ao Município”.

valendo, hein. E ainda prometo daqui agradecer.



Escrito por Reinival Paiva às 11h18
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SÃO VICENTE: UMA HERANÇA MALDITA?

No Painel do Leitor da Folha de S. Paulo, dos dias 18, 19 e 20/03/2013, um debate sobre a herança deixada pelo PSB em São Vicente:

"PSB

O governador Eduardo Campos (PSB) disse que "dá para fazer muito mais" que o governo Dilma ("Ilustrada", 15/3). Provavelmente esqueceu de avisar a administração do PSB de São Vicente (SP), que, depois de 16 anos no poder, deixou a cidade com uma dívida de R$ 893 milhões ("Sem verba, São Vicente suspende coleta e tem ruas tomadas de lixo", "Cotidiano 2", 16/3). A cidade, atualmente sem coleta de lixo, vive um verdadeiro caos.

MARINA FAYAD LEME (São Paulo, SP)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/99149-painel-do-leitor.shtml

Em atenção à carta da leitora Marina Fayad Leme (Painel do Leitor, ontem), o PSB de São Vicente esclarece que a gestão do partido não deixou a cidade sem coleta de lixo nem com a dívida citada, cujo valor é inverídico e que foi um dos pretextos utilizados para que outra empresa fosse contratada para coletar lixo em caráter de emergência por valor 17% mais elevado. O que se amontoou na cidade, após a virada do ano, era entulho, e não lixo orgânico, que deixou de ser recolhido pela atual gestão para criar uma imagem que justificasse a contratação emergencial. O modelo de gestão do PSB foi
aprovado pela população, que elegeu e reelegeu prefeitos, dois deputados e dezenas de vereadores.

LEO SANTOS, presidente do Diretório Municipal do PSB de São Vicente (São Vicente, SP)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/99304-painel-do-leitor.shtml

Causa tristeza e revolta ler as palavras do presidente do Diretório Municipal do PSB de São Vicente, Leo Santos (Painel do Leitor, ontem), porque o povo da cidade deu um longo mandato para ele e seus pares, e eles deixaram São Vicente afogada em dívidas e lixo. E dizer que a gestão do PSB foi aprovada pela população é tentar chamar de idiotas os eleitores da cidade que elegeram a oposição em primeiro turno, apesar do peso da máquina do governo, inclusive com o apoio do Legislativo, no qual tinha 90% dos vereadores.
Manuel Vázquez Gil (São Vicente, SP)

Em atenção à leitora Marina Fayad Leme (Painel do Leitor, 18/3) e em resposta ao sr. Leo Santos (Painel do Leitor, ontem), a atual administração de São Vicente informa que o valor divulgado de R$ 893 milhões de dívida herdada é uma realidade, sendo que cerca de R$ 100 milhões referem-se a despesas com lixo e esse número não corresponde só a despesas com a Termaq (empresa responsável pela limpeza urbana). Esses valores não foram referência para que o contrato com a empresa de coleta de lixo fosse rompido. Isso se deu com base na não realização do serviço conforme previsto em contrato, tendo em vista que o pagamento correspondente a 2013 estava em dia. Só nesses três primeiros meses do ano, a prefeitura notificou a empresa em nove oportunidades, além da cobrança de multas.
Lara Seixas, secretária de Comunicação Social da Prefeitura de São Vicente (São Vicente, SP)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/99485-painel-do-leitor.shtml"

Parece que o “pombal” não fez nada bem a São Vicente, tal qual a desastrada tentativa de por aqui se “aninhar”. Mas, no caso, a “pomba” morreu pelo “bico”, espera-se.

 



Escrito por Reinival Paiva às 09h56
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TUCANOS IGUAPENSES BUSCAM RENOVAÇÃO

Mensagem eletrônica a mim encaminhada desde o Gabinete do Vereador Wilson Lima acena para mudança na direção municipal do PSBD.

Espera-se que a mudança seja para valer, de modo que a sigla deixe de ser um apêndice do Deputado Samuel Moreira que, de longa data, distribui cargos na região, sem, no entanto, olhar para as reais necessidades da população local, aferindo as atividades de seus indicados.

Quem sabe com esta nova “plumagem”, os tucanos consigam indicar pessoas que, de fato e de direito, realizem suas atividades em prol do melhor para Iguape e região e não deem guarida aos “cabides de emprego”.

Enfim, que a ética e a moral consigam brotar firme e forte, não só no PSDB, como também em todas as outras agremiações políticas, para o bem de Iguape.

Segue o texto:

PSDB Iguape renova Diretório Municipal

Convenção Municipal do PSDB Iguape realizada no último domingo, 17 de março, elegeu o novo Diretório Municipal para o biênio 2013-2015. Também foram escolhidos os delegados à Convenção Estadual e constituído o Conselho Municipal de Ética e Disciplina.

Em que pese o domingo frio e chuvoso, 85 filiados compareceram à escolha da nova direção partidária, representando cerca de 30% dos filiados aptos a votar. A Convenção Municipal ocorreu no Clube Alvorada, das 09:00 às 13:00h.

A direção do Partido em Iguape ficou constituída por 41 membros eleitos, sendo 28 os membros do Diretório Municipal (21 titulares e 7 suplentes), 3 delegados à Convenção Estadual (com suplentes em igual número) e 10 membros do Conselho Municipal de Ética e Disciplina (5 titulares e 5 suplentes).

O rigor das exigências estatutárias, como de só permitir a inscrição de chapa completa e integrada no mínimo por 30% de mulheres, determinou a apresentação de uma única chapa (mas não de chapa única!), a chapa "Deputado Samuel Moreira", que homenageia o ex-prefeito tucano de Registro por duas vezes e deputado estadual reeleito mais votado da região do Vale do Ribeira, recém-eleito por seus pares presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no dia 15 de março.

A chapa "Deputado Samuel Moreira" está constituída pelos dois vereadores tucanos eleitos em 2012, Marquinhos Franco e Wilson Lima (Líder da Bancada), como ainda trabalhadores do DERSA, líderes comunitários, professores da rede oficial de ensino, servidores públicos e profissionais liberais, que têm em comum o fato da participação ativa na campanha eleitoral do PSDB nas eleições municipais, em que pese as muitas adversidades.

O apoio dado por dirigentes e filiados do PSDB local a candidatos majoritários e proporcionais de partidos adversários representou o verdadeiro divisor de águas na formação da chapa "Deputado Samuel Moreira", que cobra ainda um atitude do partido em relação ao fato de que dois desses dirigentes, questionados por infidelidade partidária em representação protocolada junto ao Conselho Estadual de Ética e Disciplina do Diretório Estadual, ocupam cargos públicos estaduais por indicação política.

Em carta-convite dirigida aos filiados, visando a Convenção Municipal, o presidente Ariovaldo Pires de Freitas afirma ser esta a "hora de um encontro do PSDB com a sociedade iguapense", recordando que nas últimas eleições municipais em Iguape o partido saiu fortalecido, pois foi a legenda que amealhou mais votos, cerca de 3600 sufrágios, elegendo para a Câmara Municipal os dois vereadores mais votadas da história política de Iguape.

No próximo domingo, 24 de março, o PSDB Iguape volta a se reunir, desta feita para que o novo Diretório Municipal eleja do seu interior a Comissão Executiva Municipal, a ser constituída por 7 membros: presidente, vice, secretário de organização, tesoureiro, dois vogais e o Líder da Bancada na Câmara Municipal, como membro nato. Serão ainda definidas campanhas políticas e o calendário semestral de reuniões. A reunião é aberta a todos os filiados. Ao término do encontro será realizada uma confraternização.

Fonte: Gabinete do Vereador Wilson Lima (PSDB – Iguape/SP), 19/03/2013



Escrito por Reinival Paiva às 14h24
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POIS O QUÁ!

Transparência (1) – No quesito transparência, prefeito e presidente da Câmara de Iguape não são situação e oposição, mas irmãos siameses, pois não dão e decerto não gostam de dar publicidade aos seus atos – o que acontece desde sempre, diga-se, quando se trata de (des)cuidar da coisa pública entre nós. No site da prefeitura e da câmara não se encontra qualquer informação sobre gastos, contas, licitações públicas etcétera.

Transparência (2) – Para quem procura saber os recursos destinados pelo Governo Federal a Iguape, no presente ano, o site da prefeitura informa simplesmente que “não existem dados disponíveis”. Mas, perscrutando o site do Banco do Brasil, pode-se concluir que apenas nos dois primeiros meses de 2013 Iguape recebeu o valor líquido de R$ 8.587.522,18 (https://www17.bb.com.br/portalbb/djo/daf/Demonstrativo,802,4647,4652,12,1.bbx).

Transparência (3) – Ao que parece ficou apenas na retórica a promessa feita pelo Senhor Prefeito de que promoveria uma auditoria nas contas da desastrada gestão anterior. E se nada fez neste sentido, não pode agora, por incoerência, incongruência e desonestidade política se apegar em propalada “herança maldita” para justificar, hoje ou amanhã, sucesso ou insucesso em sua administração. Ademais de conferir atestado de boa índole aos administradores anteriores.

Transparência (4) – Diante da omissão das autoridades e como pretendo analisar contrato de prestação de serviços entabulado com a empresa REIVAX (Xavier ao avesso, e bota avesso nisso) para limpar a cidade, como ainda o contrato da empresa que vai contar o patrimônio da Câmara por R$ 45 mil, inclusive forma de licitação e outras cositas mais, não resta outra alternativa senão requerer tudo com base na Lei de Transparência.

Improbidade – Os vereadores estariam fazendo inúmeros requerimentos e indicações, que estariam sendo solenemente ignorados pelo Senhor Prefeito. Um vereador, que ainda outro dia bloqueava tudo que se referia às tentativas de apuração na administração passada, agora, muito ofendido e cheio de brios, ocupou a tribuna da Câmara para reclamar da atitude de descaso do prefeito. Ora, se o prefeito não responde isto significa dizer que ele está cometendo ato ilegal, cabendo pedido para instauração de Comissão Processante. E fim de papo.

Incêndios (1) – Mais uma tragédia anunciada, decorrente de incêndio, verificou-se por estas paragens, em relação ao Supermercado Kamila, no bairro do Rocio. A situação é antiga, mas sucessivas, incompetentes e pífias administrações não se mostram capazes de trazer ao Município, por mínimo que seja, um caminhão pipa, formar uma pequena brigada de emergência para salvar pessoas e bens etc.

Incêndios (2) – Outra coisa inexistente é fiscalização. Existe no município um corpo de fiscais que deve atuar no sentido de fazer cumprir códigos e normas municipais, estaduais e federais, no tocante ao uso e ocupação do solo, alvarás de funcionamento etc. Mas, fiscalização, aplicação de multas e outras penalidades geram conflitos políticos entre o governante e o fiscalizado (eleitor e no mais das vezes doador), de modo que fica tudo no faz de conta.

Incêndios (3) – O exemplo tristemente clássico e ainda recente de Santa Maria (RS) está aí para todo mundo ver. Cabe, pois, à administração pública equipar e instruir seus fiscais para que possam atuar de modo digno e respeitoso, sem, no entanto, deixar de observar a lei.

Unidade Mística – Entra prefeito, sai prefeito e a Unidade Mística continua sendo alvo de toda sorte de críticas da população. Agora seria questão meramente de logística, ou seja, de adequar o atendimento da população, oferecendo um mínimo de dignidade, ao espaço físico existente. Pelas redes sociais, noticia-se que a situação hoje estaria pior que antes. Em Iguape é sempre assim, quando se espera que as coisas comecem a melhorar, elas pioram mais ainda.

Colocando os pingos nos “is” – Para festejar seus cinco anos de existência, a ONG Iandê Brasil materializou projeto de comemoração que mobilizou a população na arrecadação de alimentos, tendo em vista colaborar com entidades beneficentes que atendem pessoas carentes em Iguape. O evento, realizado pela ONG Iandê, contou com parceria estreita e imprescindível da Academia Fitness. Portanto, divagações e divulgações que omitiram o verdadeiro mote do evento, ou seja, o aniversário da ONG Iandê, não correspondem à realidade, até porque foi expedido comunicado esclarecendo a razão do evento, inclusive à assessoria de imprensa da prefeitura, uma das omitentes.

FALTA TINTA? – Apesar dos reclamos no meu blog e até requerimento parlamentar dirigido ao Senhor Prefeito, há mais de mês a administração não se dignou determinar a simples pintura de forma a demarcar (e indicar, obviamente) duas mãos de direção na pista de saída do pedágio, para quem vem da Ilha Comprida. Será que estão esperando um acidente mais grave naquele cruzamento? E na medida em que não se cuida de questões pequenas assim, como acreditar que cuidarão das maiores? Pobre Iguape!



Escrito por Reinival Paiva às 09h24
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